A evolução e resultados dos géis clareadores in office

O clareamento dental feito nos consultórios do mundo inteiro tem sofrido muitas mudanças nos últimos anos. Este comportamento é fruto de pesquisas clínicas, laboratoriais e principalmente o estudo dos efeitos colaterais gerados pelo overtreatment e pela opinião de profissionais que fizeram o uso destes materiais.

Hoje os protocolos são os mais variados possíveis em função das concentrações, estabilidade do peróxido de hidrogênio, controle de acidez (ph) e, principalmente, pela característica da pigmentação e do substrato a ser clareado. Esta característica já nos dá um posicionamento no qual o clareamento dental seja um procedimento terapêutico que apresenta indicação, concentração e posologia individualizados para cada paciente.

Com este cenário, todas as indústrias deste segmento buscaram melhorias de seus materiais conforme o perfil dos profissionais que fizeram uso destes peróxidos de hidrogênio (PH). A técnica inicial que utilizava o PH a 35% em três aplicações de 15 minutos ainda é muito utilizada nos casos onde o material aplicado apresenta boa umectação, estabilidade em sua tensão superficial e facilidade de aplicação (Figura 1). A evolução deste material torna-se nítida ao compararmos a textura atual e de aproximadamente 4 anos atrás demonstrada no quadro clínico abaixo. A preocupação com a vitalidade pulpar a longo prazo após a utilização de géis clareadores dentais in office hoje é uma realidade. A dúvida existe e está mais ligada ao aumento de temperatura de fontes ativadoras do que nas concentrações de PH.

caso3

No caso clínico relatado (Figura 2), estamos com um acompanhamento de 44 meses onde a paciente apresenta vitalidade em todos os dentes submetidos ao tratamento. Ela nos procurou para a profilaxia e manutenção da cor atingida. Após análise dos registros de cor e fotografias percebemos a alta segurança do tratamento composto por 3 sessões de aplicação de PH 35% (Mix One – Villevie – Santa Catarina) (Figura 3), complementado por 20 dias de Peróxido de Carbamida a 16% de uso noturno.

No pós-operatório imediato em março de 2006 (Figura 4), o resultado apresentado foi uma tonalidade mais clara, natural sem o efeito de alta translucidez que proporcionou um sorriso natural da paciente. (Figura 5). Em outubro de 2009 após raspagem supra gengival e aplicação de jato de bicarbonato (Figura 6), observamos a estabilidade cromática do período aliada à vitalidade dos elementos, o que caracteriza o sucesso total do procedimento.